Sério, como pode dar tão certo?
Eis um jogo que me marcou e é esse aqui mesmo. Quer dizer não começou por esse, na verdade eu iniciei jogando o Ace Combat 5, mas dali pro Zero foi um pulo. Uma vez que fui pro Zero, não quis saber de voltar mais.
Para você que não sabe, Ace Combat é uma série de jogos da Namco e depois Bandai-Namco em que somos sempre o piloto mais competente de certos períodos da história do mundo de Strangereal. Em Zero, estamos no meio da guerra Belka, um país que tenta se expandir territorialmente atropelando os países vizinhos. Nosso piloto Cypher, entra nessa guerra em um momento chave, one bombardeiros Belkas estão a caminho da capital de Ustio, que contratou Cypher como piloto mercenário ao lado de outro mercenário, Solo Wing Pixy. Ou só Pixy, para os mais próximos.
A primeira missão nos lança para um deserto branco e suas montanhas frias para neutralizar e destruir os bombardeiros que se aproximam. Se é sua primeira vez jogando algum Ace Combat, a primeira missão é bem fácil, sem muita agressividade por parte da IA inimiga. Aqui é para se ajustar aos controles e a câmera já que vai precisar mais pra frente saber certinho como se movimentar no ar.
Você não está sozinho. O jogo conta com um Wingman, um parceiro, que voa com você e te auxilia.Nosso amigão, Pixy, é bastante competente e derruba alvos com frequência, sendo uma ajuda tanto para te cobrir quando estiver na mira do inimigo, mas também para ser mais agressivo. Ás vezes ele faz raiva roubando as kills mas acontece.
Ace Combat me cativou pois fez algo que poucos jogos conseguiram, me fez concentrar 100% nele enquanto jogava na primeira vez. Uma sensação boa de estar bem focado em cada movimento e a adrenalina de perseguir e ser perseguido por esquadrões inimigos. Melhor ainda nas dificuldades mais altas, com recursos limitados e saber que um míssil inimigo te destrói. Emoção pura.
Existem outras razões também. A escrita dos diálogos nos rádios fazem de tudo para te colocar num pedestal como o melhor de todos. Até os inimigos ficam botando hype em você após missões em que você se torna um piloto conhecido, temido e respeitado. A história de uma lenda vai sendo escrita a cada missão.
Essa história tem suas variações. Ace Combat Zero usa de um sistema de honra para definir que tipo de piloto você é:
- Alguém que foca apenas na missão? Seria um soldado.
- Aquele que segue as regras e só destrói os alvos necessários? Um cavaleiro.
- Aquele que aniquila as forças inimigas com o único foco em vencer? Um mercenário
Essas classificações alteram o ponto de vista da história, que é contada a partir de outros pilotos que derrubamos no decorrer da história em forma de FMV. De acordo com seu estilo de Ace, os entrevistados mudam. Maioria com trauma de você, uns seguem a vida, outros estão só sobrevivendo mesmo.
Esse estilo de Ace também impacta a gameplay. Existem inimigos secretos que só aparecem se você estiver no "estilo certo". Esses inimigos liberam skins pros seus aviões além de dar um desafio extra e mais um motivo para rejogar de novo (A redundância aqui é proposital).
Dentro das 3h-4h de campanha, você vai:Recuperar o território perdido de um país; Destruir uma super arma que atira lasers há centenas de quilômetros de distância;Impedir ataques suicidas com ogivas nucleares;Impedir grupo terrorista de causar desastre nuclear;E, por fim, derrubar seu melhor amigo.
São muitos momentos memoráveis acompanhados de emoção e uma trilha sonora marcante. A trilha tem músicas mais pra eletrônica, mais carinha de videogame. Mas quando tudo fica sério, o violão toca e o céu começa a cantar em latim, aí sim vem toda a culminação da arte de Ace Combat. Adrenalina pura com sua vida por um fio enquanto um inimigo super poderoso não te dá tempo para respirar. E A GALERA CANTANDO EM LATIM LÁ ATRÁS. Pô, vai ouvir Zero, o tema principal do jogo, se não for jogar. É maravilhosa demais.
O jogo também tem essa pegada de ir direto ao ponto. Você não precisa passar por sessões de blablabla e menus para começar sua partida. Você pode ir pra história ou escolher uma missão se já tiver finalizado uma vez e ir direto pra ação. As vezes um rapaz só quer ir direto enfrentar um esquadrão top de linha contra tudo e todos e derrubar um por um enfrentando a gravidade.
Tudo isso num panorama totalmente antiguerra, mas meio naquele jeito "odeio guerra mas to ali matando geral". Pelo menos aqui a gente não ataca hospitais nem apoia genocídios. Seria muito horroroso se isso acontece no jogo ou na vida real né.
No geral é isso mesmo, só queria falar dessa convergência absurda de qualidades que me deixa besta por AC:Zero
Falow!






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